
Ó tolo! Ó ríspido! Ó infeliz!
Por causa dessa nódoa,
Que deixaste em meu coração,
A minha morte causaste.
Mas agora, tua hora
Chegaste ao fim!
Ao ouvir estas palavras,
Minha alma vagará...
E através da morte,
Seguirei-te até o fim!
Minha cólera irá crescer,
Com o esplendor da noite.
Desespere-se!
E tema essa nefasta maldição...
De lua-a-lua selarei
O seu impiedoso destino!
E o colocarei para repousar,
De baixo das gélidas lápides da campa...
E assim como a mim,
De ti, não se lembrarão sequer!
Perdoe-me! Perdoe-me
Por esse enfermo afeto,
Que a lucidez corrompe!
Confesso-lhe que tanto amei-te!
No delírio, noites ardentes sonhei!
Teus lábios beijá-los...
Pobre insensato!
Negaste-me até o beijo derradeiro!
Só ao teu lado eu podia
Ainda ser ditosa...
Maldito sejas tu!
Adeus anjo da morte! Adeus!
Na fúnebre despedida,
O peito já o sinto doer;
E seguirei lamuriando,
Após teu último suspiro...
-Lady Mika (05/01/2006)

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