Na geada da noite,
Tão melancólica e nebulosa,
A errar pelos campos estou;
Rumo ao cemitério vou,
-Cuja atmosfera misteriosa...
Na solidão deste lugar,
Venho á buscar o meu refúgio,
Na inútil tentativa
De aliviar o fardo pesado,
Em meu peito turvo.
Com os olhos marejados,
De lágrimas de sangue;
Procuro abrandar meus
Fúnebres súplicios...
Sinto-me um tanto melhor.
Mortificada e prostada;
Na comunhão junto aos letais,
Perto de uma tumba desconhecida
Adormeci na meia-luz,
Mergulhada em prantos nostálgicos.
A noite devagar repousava...
Diante de mim estava
Um caixão entreaberto;
Logo ali no fundo,
Uma criatura avisto!
Um anjo do cemitério...
Cuja face estava então,
Mortalmente pálido;
Parecia no sono descansar,
Nas trevas do inferno!
Nada mais fiz que estremecer,
Quando fitei aquele belo rosto,
Algo mudara em meu peito!
Oh! Era o meu anjo do cemitério,
Que no sono acalentava-me a alma!
Como no sonho, meu anjo do cemitério,
Tão belo e sombrio o era,
A forma branca, como o alvor da neve!
Tanta dor e melancolia
Nos negros olhos dele refletia!
Oh! Anjo do cemitério...
Oh! Vampiro dos sonhos meus...
Há séculos estive a lhe esperar!
Quero beijar-lhe os lábios vermelhos,
Até me matar de amor.
Neste momento a viver comecei!
-Lady Mika (02/07/2009)
Você aprende.
Há 14 anos

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