
"Estendida ao comprido,
Sobre meu leito mortal,
De murchas flores da morte...
Noites e noites deploro pela nefasta dor,
Que neste peito insano perdurá;
Dor que arrasta-me,
Para o profundo abismo!
Nesta funesta escuridão,
Os olhos fecho,
E tua imagem a vejo,
Em meu delírio de morte;
Lembranças que dantes vivi,
Venham a turvar-me...
Tu destroças meu peito langue;
No ermo deixando marcas sangrentas!
Pesar do quanto sofri,
Não posso odiar-te; vives em mim;
Em meu coração que,
apesar de pútrido
E despedaçado ainda bate...
Curvada a teus pés imploro-te:
- Liberte-me! Solte-me!
Aqui dentro a dor grita e grita,
E a odiar-me prevalece!
Não quero tua cobiça!
Não quero teu cárcere...
Liberte-me destas marcas sangrentas!
Mas cuidado - cá dentro
Descuido habitam,
E pútrido ainda me maculam...
Então, purifique-me
Até límpida estar!
As trevas apoderaram-se
De minha alma vil e inerme...
Oh! O que resta-me,
Aos doridos dias de plangência?
A necrópole!
O reino da salvação;Letes sinistro.
Meu sepulcro úmido e sombrio,
Aguarda meus restos letais!
Na morte a dor hás - de cessar;
E tua existência se esvaecerás,
Com o corroer dos vermes,
E assim apagar estas marcas sangrentas!
- Lady Mika (27/06/2009)

Esse ooema ta muito tri
Adoreiiiiiiii vc escreve muitoooooo.
Ta mto bom este poema, adorei mto vc é mto inteligente lady. bjs
Postar um comentário